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Sou graduada em nutrição pela UNISINOS e pós-graduada em nutrição esportiva pela UGF/RJ. Formada em Florais de Bach, pelo Instituto Dr. Edward Bach. Cursos de extensão em Nutrição Funcional pelo Centro Brasileiro de Nutrição Funcional. Ganhadora de cinco prêmios de qualidade empresarial e profissional Agência Focus, na categoria nutricionista. Nutricionista com mais de 13 anos de experiência clínica em atendimentos voltados para o emagrecimento e qualidade de vida. Coach formada em Life Coach, Coaching Executivo Humanizado, Seis Necessidades Básicas Humanas & Empresariais Aplicadas, Coaching Educacional, Oratória Avançada - método Vanessa Tobias Coaching - Florianópolis/SC. Criadora do método de Coaching Nutricional – Leve Mente.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Gordura trans - substituto saudável?!?


Gordura interesterificada:


Com os alertas sobre os riscos de consumo da gordura trans, a indústria de alimentos criou um novo método de tornar óleos vegetais sólidos, a interesterificação. Esse processo está surgindo como uma alternativa “saudável”


Gorduras interestificadas são obtidas a partir de mistura de óleo vegetal totalmente hidrogenado (gorduras trans) e óleos vegetais líquidos. O processo de interesterificação consiste em misturar estes óleos em proporções adequadas, submetê-los ao processo de interesterificação, onde sob ação de um catalisador e condições específicas de processamento, ocorre a reação para produção das gorduras com a consistência para a aplicação a que destina.
Vários produtos utilizam essa gordura, as margarinas , por exemplo, com zero trans têm gordura interesterificada. Foi uma forma de os fabricantes substituírem a trans sem fazer com que os produtos ficassem menos cremosos


Por ainda ser pouco conhecida, não existem estudos suficientes sobre seu impacto no organismo

Mas vamos observar alguns dados:


Assim como acontece com as gorduras trans, este processo também altera a estrutura natural dos triglicerídeos, podendo afetar o metabolismo lipoprotéico e o processo aterogênico.
SUNDRAM, Kalyana et. al., hipotetizaram que a modificação química dos óleos vegetais, tanto a gordura parcialmente hidrogenada quanto a interesterificada, não devem ter o mesmo impacto metabólico que uma gordura saturada natural, rica em ácidos graxos palmítico (16:0) e oléico (18:1).
Estes autores realizaram um estudo, onde realizou-se uma comparação entre os ácidos graxos trans e as gorduras interesterificadas com uma gordura saturada não modificada, quanto ao impacto nos lipídeos sangüíneos e na glicose plasmática.


Ambas as gorduras modificadas (trans e interesterificada) alteraram adversamente o metabolismo das lipoproteínas plasmáticas e da glicose sanguínea, em humanos. Ressalta-se que a glicemia em jejum foi significativamente maior e os valores de insulina foram significativamente menores após a dieta com gordura interesterificada, quando comparada com o consumo da gordura trans e do óleo de palma.


Também vale lembrar que na produção desse tipo de gordura devem ser utilizados catalisadores. Em alguns casos, utilizam-se o metóxido de sódio ou o etóxido de sódio, que são solventes altamente tóxicos. Podem ser utilizados o sódio metálico ou a liga sódio-potássio, que também são perigosos. E os resíduos podem não ser completamente retirados do produto final. Assim os subprodutos do processo de catálise serão ingeridos juntamente com o alimento preparado com a gordura interesterificada


Outro método mais seguro seria a utilização de enzimas, mas esse é mais dispendioso e, por isso, tende a não ser muito difundido.


Estes resultados demonstram que uma suposta “alternativa saudável” às gorduras trans pode apresentar tantos ou até mais malefícios à saúde.

Mais investigações são necessárias antes da disseminação do processo de interesterificação das gorduras como substituição da gordura vegetal parcialmente hidrogenada.


Abraços a todos

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