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Sou graduada em nutrição pela UNISINOS e pós-graduada em nutrição esportiva pela UGF/RJ. Formada em Florais de Bach, pelo Instituto Dr. Edward Bach. Cursos de extensão em Nutrição Funcional pelo Centro Brasileiro de Nutrição Funcional. Ganhadora de cinco prêmios de qualidade empresarial e profissional Agência Focus, na categoria nutricionista. Nutricionista com mais de 13 anos de experiência clínica em atendimentos voltados para o emagrecimento e qualidade de vida. Coach formada em Life Coach, Coaching Executivo Humanizado, Seis Necessidades Básicas Humanas & Empresariais Aplicadas, Coaching Educacional, Oratória Avançada - método Vanessa Tobias Coaching - Florianópolis/SC. Criadora do método de Coaching Nutricional – Leve Mente.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O CAFÉ


Olá pessoal - fiz uma pequena contribuição no post do Diego Bandeira sobre o café
Vale a pena ler

Corrida cultural – O café

Quem não gosta de um bom café? Eu preciso de um todas as manhãs para começar a funcionar se não…zzZZzzZZzz
Essa frutinha que gerou riqueza, escravidão, desgraça e trabalho, já foi tema de novela é e produzido ao redor de mundo me inspirou para o post de hoje.
Um pouco de história…
O cafezeiro – antiga denominação para o que chamamos hoje de cafeeiro – é uma planta natural das estepes da Etiópia. Seu fruto, tal como o guaraná para os índios do Brasil, era aproveitado por estes povos africanos a muitos séculos na confecção de bebidas. Da África seu uso passou aos persas, destes aos árabes que o divulgaram a partir do século XV como um grande estimulante. Assim suas sementes se espalharam por todo o mundo islâmico. Com o comércio com os árabes, o café chega a Constantinopla e logo em seguida a Europa, assim, resumidamente, o café ganhou o gosto de milhares de pessoas do Oriente a Europa.
Na América do Sul a planta chegou pelas mãos dos franceses quando tentavam colonizar o Novo Mundo. Na tentativa de fincar raízes neste continente é que foram trazidas as primeiras mudas de café para o Brasil – por brasileiros em contato com os franceses – em 1727, plantando-as em Belém do Pará. Quase que de mãos em mãos as sementes do café foram “descendo” a costa do litoral brasileiro, sendo experimentado em diversas províncias (depois Estados) brasileiras até chegar na década de 1770 ao Rio de Janeiro, sendo nesta cidade onde a planta encontrou incrível adaptação.
Devido a estas características do seu cultivo, o café a partir de 1870, com o encarecimento do preço dos escravos, com a erosão dos solos, e a exploração sem cuidados esgotaram as terras do Vale do Paraíba. As plantações de café, a partir de Itú e Campinas, passaram então a se expandir para a região conhecida como Oeste Paulista, onde se situam as cidades de Limeira, Piracicaba, Rio Claro, Araras, Ribeirão Preto. No final do século XIX, no Oeste Paulista, produzia-se o melhor e a maior quantidade de café para exportação do Brasil, nas plantações de terra roxa (nome derivado de rossa, vermelha em italiano), ideal para o cultivo da planta.
O café é estimulante todos sabem, mas ele pode ser utilizado na prática esportiva? A nutricionista Daniele Melere informou que segundo uma pesquisa realizada pelo Gatorade Sports Science Institute a cafeína é um estimulante do sistema nervoso central e, embora o efeito seja temporário, pode provocar a sensação de vigor no atleta.
Em estudos laboratoriais, a cafeína em uma dose de aproximadamente 6mg/kg peso corporal (ex., 490 mg para uma pessoa de 180-lb), aumenta a performance em exercícios que duram de 1 a 120 minutos (Graham, 2001). Infelizmente, esta alta dose de cafeína provoca a sensação de “bem-estar mas, se ingerida muito antes do exercício, pode provocar tanto um efeito laxativo quanto um efeito diurético que, por sua vez, pode diminuir ao invés de aumentar o desempenho. Ao mesmo tempo, a dose de cafeína contida nas bebidas energéticas nem sempre está evidente no rótulo, e pode até ser alta o suficiente para aumentar o risco de resultar positivo em um teste de doping.
Na resolução de 2010 sobre suplementos para atletas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), incluiu a cafeína como uma das categorias permitidas. O suplemento de cafeína para atletas é um produto destinado a aumentar a resistência aeróbia em exercícios de longa duração. A categoria deve atender alguns requisitos importantes, como quanto à quantidade de cafeína que deve conter na porção (210 a 420mg) e o fato de não pode ser adicionada de nutrientes ou outros não nutrientes (RODRIGUES et al., 2009) (ANVISA, 2010).
Um dos pontos negativos da cafeína no exercício, principalmente durante competições, seria sua ação diurética, a qual poderia aumentar o risco de desidratação (GUERRA et al., 2000).
Outro ponto a ser levantado é que o efeito da cafeína varia de pessoa para pessoa,dependendo do seu peso e regularidade comque a ingerem. Acredita-se que a habituaçãoda cafeína é possível a partir da ingestão crônica de 100mg/dia o equivalente a uma ou duas xícaras de café. Esta dosagem supostamente neutraliza as respostas metabólicas aos efeitos esperados da cafeína (ALTERMANN et al., 2008).
Existem atualmente vários suplementos a base de cafeína como géis e balas que são consumidas antes ou durante a prática esportiva. Servidos de um café expresso? Um capuccino, mocaccino? Quente ou gelado???
Agradecimento participação técnica:
DANIELA MELERE – NUTRICIONISTA

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